terça-feira, 18 de novembro de 2008

O amor separa as pessoas

Há quem acredita na frase clichê "os opostos se atraem". Não sei se concordo com ela. Aliás, como toda teoria é terrivelmente assassinada pela prática, tenho bons motivos pra discordar desse posicionamento.
Pois bem, levando-se em consideração a célebre frase de Renato Russo, "sem amor, eu nada seria", há de se convir que o complicado mesmo é encontrar esse alguém REALMENTE ESPECIAL. Esse alguém que nos tira o fôlego, que nos faz suspirar, que tira o chão debaixo de nossos pés.
Obviamente, nada melhor do que ter do nosso lado uma pessoa que faz com que nossa vida tenha sentido, que preencha nosso mundo acinzentado com as cores da felicidade.
Mas essa questão é muito mais complexa do que o pior dos cálculos matemáticos.
A convivência ao lado de outra pessoa nos faz perceber, cada dia mais e mais, que somos seres humanos dotados de qualidades e defeitos intrínsecos, considerados elementos imprescindíveis à formação do nosso próprio “eu”. Nesse mesmo sentido, já dizia o poeta: "as pessoas não são cadernos de colorir que pintamos com as nossas cores favoritas". Com isso, chegamos à conclusão de que é preciso saber conviver com os defeitos alheios para que possamos manter um relacionamento pacífico, longe dos desentendimentos.
Porém, ao longo do tempo, começam a surgir as diferenças, e se não conseguirmos gerenciá-las, fazendo com que as qualidades se sobreponham às incompatibilidades, tornar-se-á difícil uma relação harmônica; porque cada vez mais o defeito alheio nos incomodará e fará com que todas as coisas boas até então se anulem em virtude de algo que se tenha feito ou dito.
Então, descobre-se que quanto mais se gosta de uma pessoa, mais dolorosa será essa relação, visto que há algo extraordinário que nos chama a atenção por um lado, mas, em contrapartida, há também o que nos corrói e nos enraivece. E tudo isso nos faz chegar num ponto em que, ou damos o braço a torcer, ou nos batemos de frente cada vez que as coisas não seguirem seu curso nos perfeitos conformes. E é nesse exato momento que entra em cena a minha teoria de que O AMOR SEPARA AS PESSOAS.
Gostamos demasiadamente de alguém e não conseguimos conviver com as diferenças ou até mesmo com seus defeitos, o que resulta na separação em decorrência de tamanho amor não conseguir emergir diante de significativas diferenças.

Mônica

6 comentários:

Roberta disse...

concordo em partes... vou analisar melhor essa tua teoria e fundamentar meu posicionamento...

M. disse...

Na real, essa minha teoria é apenas um ponto de vista decorrente de algumas observações que tenho feito nos últimos tempos.

Renan Müller disse...

Sheakespierre, Rei Lear : "Justos são os deuses, que de nossos sentimentos mais amáveis fazem nossos piores instrumentos de tortura"
pois é, serviu o chapéu pra mim tbm...

Bia disse...

depois se faz que não sabe escrever!
auheiauheieahiahe.
muito legal teu texto, adorei as comparações, adorei a tua opinião.
e quer saber? concordo com a tua visão, com o teu enfoque.
também acho que o amor separa as pessoas.
e o porquê de eu achar isso eu já escrevi, ainda que implícito.
hihi.
beijo querida, belo texto!

escritor da zona disse...

boa sorte com o blog monica.tenho opinioes diferentes,mas cada um tem a sua né., gostei do texto. isso aê.

Hugo Tiago disse...

Para mim o amor surge de confiança, admiração, parceria e reciprocidade materializadas e dimensionadas através da cumplicidade: são a base. O amor só "termina" quando uma ou alguma dessas estruturas desaba.

Tolerância, paciência e boa conversa sempre ajudam na parceria, formam o termômetro. Talvez nem termine, apenas mude. Não raras vezes o amor "desaparece" por expectativas diferentes dos amantes.

Defeitos quase todos têm, menos O Cara Lá De Cima e esse animal de teta que vos escreve. Sabemos de antemão da dicotomia qualidade x defeito...

Com cumplicidade e reciprocidade "devidamente" dimensionadas o amor pode sim mudar a relação pra melhor. E o fato de ter durado um mês ou dez anos não significa que o amor tenha falhado, é o culpado ou que não tenha sido amor "de verdade verdadeira". Amor é sempre amor, não significa que tenha que ser pra vida inteira...

Besitos gatona...