quinta-feira, 20 de novembro de 2008

"Loucos e santos
Escolho meus amigos não pela pele ou pelo arquétipo qualquer, mas pela pupila.
Tem que ter brilho questionador e tonalidade inquietante.
A mim não interessam os bons de espírito nem os maus de hábitos.
Fico com aqueles que fazem de mim louco e santo.
Deles não quero resposta, quero meu avesso.
Que me tragam dúvidas e angústias e agüentem o que há de pior em mim.
Para isso, só sendo louco.
Quero-os santos, para que não duvidem das diferenças e peçam perdão pelas injustiças.
Escolho meus amigos pela alma lavada e pela cara exposta.
Não quero só o ombro e o colo, quero também sua maior alegria.
Amigo que não ri junto, não sabe sofrer junto.
Meus amigos são todos assim: metade bobeira, metade seriedade.
Não quero risos previsíveis, nem choros piedosos.
Quero amigos sérios, daqueles que fazem da realidade sua fonte de aprendizagem, mas que lutam para que a fantasia não desapareça.
Não quero amigos adultos nem chatos.
Quero-os metade infância e outra metade velhice.
Crianças, para que não esqueçam o valor do vento no rosto; e velhos, para que nunca tenham pressa.
Tenho amigos para saber quem eu sou.
Pois os vendo loucos e santos, bobos e sérios, crianças e velhos, nunca me esquecerei de que "normalidade" é uma ilusão imbecil e estéril."

(Oscar Wilde)

terça-feira, 18 de novembro de 2008

O amor separa as pessoas

Há quem acredita na frase clichê "os opostos se atraem". Não sei se concordo com ela. Aliás, como toda teoria é terrivelmente assassinada pela prática, tenho bons motivos pra discordar desse posicionamento.
Pois bem, levando-se em consideração a célebre frase de Renato Russo, "sem amor, eu nada seria", há de se convir que o complicado mesmo é encontrar esse alguém REALMENTE ESPECIAL. Esse alguém que nos tira o fôlego, que nos faz suspirar, que tira o chão debaixo de nossos pés.
Obviamente, nada melhor do que ter do nosso lado uma pessoa que faz com que nossa vida tenha sentido, que preencha nosso mundo acinzentado com as cores da felicidade.
Mas essa questão é muito mais complexa do que o pior dos cálculos matemáticos.
A convivência ao lado de outra pessoa nos faz perceber, cada dia mais e mais, que somos seres humanos dotados de qualidades e defeitos intrínsecos, considerados elementos imprescindíveis à formação do nosso próprio “eu”. Nesse mesmo sentido, já dizia o poeta: "as pessoas não são cadernos de colorir que pintamos com as nossas cores favoritas". Com isso, chegamos à conclusão de que é preciso saber conviver com os defeitos alheios para que possamos manter um relacionamento pacífico, longe dos desentendimentos.
Porém, ao longo do tempo, começam a surgir as diferenças, e se não conseguirmos gerenciá-las, fazendo com que as qualidades se sobreponham às incompatibilidades, tornar-se-á difícil uma relação harmônica; porque cada vez mais o defeito alheio nos incomodará e fará com que todas as coisas boas até então se anulem em virtude de algo que se tenha feito ou dito.
Então, descobre-se que quanto mais se gosta de uma pessoa, mais dolorosa será essa relação, visto que há algo extraordinário que nos chama a atenção por um lado, mas, em contrapartida, há também o que nos corrói e nos enraivece. E tudo isso nos faz chegar num ponto em que, ou damos o braço a torcer, ou nos batemos de frente cada vez que as coisas não seguirem seu curso nos perfeitos conformes. E é nesse exato momento que entra em cena a minha teoria de que O AMOR SEPARA AS PESSOAS.
Gostamos demasiadamente de alguém e não conseguimos conviver com as diferenças ou até mesmo com seus defeitos, o que resulta na separação em decorrência de tamanho amor não conseguir emergir diante de significativas diferenças.

Mônica

quinta-feira, 13 de novembro de 2008

"Um dia...
Um dia descobrimos que beijar uma pessoa para esquecer outra, é bobagem.
Você não só esquece a outra pessoa, como pensa muito mais nela.
Um dia nós percebemos que as mulheres têm instinto caçador, e fazem qualquer homem sofrer.
Um dia descobrimos que se apaixonar é inevitável.
Um dia percebemos que as melhores provas de amor são as mais simples.
Um dia percebemos que o comum não nos atrai.
Um dia saberemos que ser classificado como o "bonzinho" não é bom.
Um dia perceberemos que a pessoa que nunca te liga é a que mais pensa em você.
Um dia saberemos a importância da frase: "Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas."
Um dia percebemos que somos muito importante para alguém, mas não damos valor a isso.
Um dia percebemos como aquele amigo faz falta, mas aí já é tarde demais.
Enfim...
Um dia percebemos que apesar de viver quase um século, esse tempo todo não é suficiente para realizarmos todos os nossos sonhos, para beijarmos todas as bocas que nos atraem, para dizer tudo o que tem que ser dito.
O jeito é: ou nos conformamos com a falta de algumas coisas na nossa vida, ou lutamos para realizar todas as nossas loucuras.
Quem não compreende um olhar, tampouco compreenderá uma longa explicação..."

(Mário Quintana)

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

Saudações

Antes de mais nada, gostaria de agradecer a todas as pessoas que me incentivaram a criar esse blog. Será um imenso prazer compartilhar meus posts com vocês!
Em relação às demais, sejam muito bem-vindas!